Pensações

Pensações

segunda-feira, 4 de junho de 2012

A falta que eu fiz a mim



Nos últimos anos minha vida tem sido bastante badalada. Mas o engraçado é que o embalo, de fato, acontece na vida dos que me cercam, mas certo é que me atingem profundamente. Tsunamis de alta escala e abalos sísmicos de grandeza maior veem se acumulando em minha alma. Alguns me desfizeram completamente, assim como em Hiroshima.

 Aquele casamento, naquele fim de tarde, pessoas de sangue, a noiva branca, corpo e mente crescidos junto aos meus - naquele momento - pedaços. Custei a entender que não estava perdendo. Meu lado bom sempre me lembrava “é para agregar...é para agregar”. Sofri noites em claro tentando entender porque o tempo nos rouba as pessoas (ainda não entendi que não perdi). 

Depois veio o fato de ser tia. De tão intenso que vivo, ser tia mexeu com minhas vísceras e meu coração. Ser tia me deixou boba, fanática e explodindo de amor. E mais um terremoto se deu. E mais uma vez me segurei nas arestas tortas da minha morada. E assim vou sendo tia de um ser que herdou o olhar de quem não me quer bem. E então, vou entendendo,entre uma taça de vinho e uma madrugada em claro, que nem todas as pessoas que queremos bem terão o mesmo sentimento por nós. É, a psicanalista falou. Tive que concordar. 

De repente, a morte. Ela morreu sem eu dizer: “você é a irmãzinha que eu escolhi aqui na Terra”. Foi embora, sei lá pra onde, ainda não sei bem porquê – nem vou saber. Foi sozinha, foi magra, foi doente, foi jovem e eu, eu a vi uma vez depois da cirurgia...uma única vez, ao acaso. Onde eu estava? O que eu tanto fiz que sequer tive tempo de lhe dar um último beijo na face quente?

Agora casa-se minha grande amiga. As noites de loucura e bruxaria terão um fim na badalada do sim, na próxima sexta. Não, não mais e basta, recolha-se. Não fui à prova do vestido, não fui escolher os doces, não fui sequer conhecer o noivo. Não fui. Não aprendi, eu acho. Não emagreci o suficiente para ficar bem no vestido que escolhi, não clareei mais os cabelos como imaginava, nem na despedida de solteira eu vou. Não há tempo.  

Mas quando haverá?

6 comentários:

Unknown disse...

Amiga,a vida é assim mesmo...mas sabe o que eu aprendi?nós,tortinhas assim desse jeito,amamos como ninguém,o amor é tanto q nos dividimos em mil...me sinto da mesma forma e tbm já havia chega à mesma conclusão.....vamos recomecar?será q conseguiremos?kkkkk.bjussss
TE AMOOOOO!!!!

Unknown disse...

Amiga,a vida é assim mesmo...mas sabe o que eu aprendi?nós,tortinhas assim desse jeito,amamos como ninguém,o amor é tanto q nos dividimos em mil...me sinto da mesma forma e tbm já havia chega à mesma conclusão.....vamos recomecar?será q conseguiremos?kkkkk.bjussss
TE AMOOOOO!!!!

Anônimo disse...

Confesso não ter muita motivação espiritual ao fazer mensões de frases prontas, mas esta vale a pena ser derramada sobre nossas frias cabeças: "[...]nossas dúvidas são traidoras e nos fazer perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar[...]"

Acho que, muitas vezes, ficamos preocupados demais com o tempo que passa e esquecemos de nos engrandecer com o frescor da brisa que toca os lindos e singelos cabelos da alma naquele momento.

Anônimo disse...

Ai ai ai....perdeu o que irmã, vc não perdeu nada, Deus te deu isso antes mesmo de vc aqui estar....e quer saber se ele não tivesse te dado te procuraria e te acharia como achamos a Dani....te amo!!!

Pollyane Schenato disse...

Também te amo, minha irmã querida!!! (Não sei se é a Pa ou a Pam...rsrsr...apresentem-se!)

Anônimo disse...

Pâm