Pensações

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sábado, 8 de maio de 2010

Uma mãe à frente de seu tempo

Mãe. Será que nos damos conta de quantas vezes repetimos essa pequena grandiosa palavra no tempo de nossas vidas? Com certeza, quem as tem, muitas....
Eu perdi minha mãe aos 16 anos. Ela não morreu, ela mudou, adoeceu....
Quando ela era saudável, brigávamos quase que todos os dias. Eu queria uma mãe perfeita, ela era uma mãe trabalhadora, que se cuidava, que pensava muito nela. Às vezes, eu não a compreendi. Na verdade, quase todas as vezes. A achava egoísta. Mas ela era uma mulher de pulso, “o homem da casa”.
Ela tinha um bom cargo na principal empresa da cidade, passava o sábado todo no salão de beleza e se recusava a fazer o almoço de domingo. Os abraços, beijinhos, carinhos, recebi do meu pai.
Depois que ela adoeceu e passou a depender mais de mim que eu dela, fui buscar a mãe que não conhecia. Descobri, com orgulho e satisfação que ela era uma mulher à frente de seu tempo. Em seus muitos livros, os quais herdei por desaforada que sou, descobri livros de yoga (há 35 anos atrás), quando nem se falava nisso. Achei o alcorão, escrito em árabe, livros sobre a força do pensamento positivo e da lei da atração, antes mesmo de todo esse sucesso do “Segredo”, por exemplo.À vezes, deito em sua cama com ela e peço perdão por tudo que fiz. Não sei se ela me compreende, mas ela sorri e isso é maravilhoso!
Enfim, ela estava à frente. E eu me orgulho disso. Orgulho-me de você, mãe. Você não trocou todas as minhas fraldas, nem me fez dormir todas as noites, mas me deixou um legado: também ser uma mulher à frente do meu tempo. Obrigada por isso. Espero poder corresponder.
Te amo, minha flor.

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