Pensações

Pensações

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A pausa

O que salta aos olhos nem sempre é o mais belo. Implacável diante de rios de admiração. O objeto. Aquele que, inrefratável, amolece as dobras e afugenta o sossego.
Taberna de raios finos e claros. Nem a dor poderia te sedar. O pudor. Esse que elimina a ação deixando pingar no prato fundo o sangue espesso do desejo.
E pelo pequeno buraco vê-se a cor. Sem certeza. Não há cheiro. Sente-se de longe a umidade dos dias de presa. A prisão. Esta dona absoluta que nos deixa bater à cara seus longos cabelos que correm ao vento.
E com uma bola de nada nas mãos, esponja cor de ar das seis horas da aurora, entrega-se a tudo que pensa-se não ter. O vazio.

Um comentário:

Paloma disse...

o comentario vai pra foto ao lado, linda d++, claro que eu n tiro o merito de quem bateu... no caso eu..kkk
bjuu... um dia eu volto pra bahia...