Buracos na minha existência
Insistem em me falar de coisas que contém
Uma descrição perfeita
Na alma uma interrogação
Na mente respostas sem razão
E o sabiá canta todas as manhãs
Será que eles quiestonam sua prisão?
Um pequeno espaço de sentimentos quadrados
E alguns buracos
À beira, satisfação
Sentada com sapatos de Alice
É entrar, ou não
Visitas inadequadas
Janelas fechadas
Tapetes, cortinas, tudo em vão
Prossigo na contra-mão
Sinais me informam a direção
Na porta da toca, um buraco
Verdades questionáveis
Aromatizantes
Conservantes dão câncer?
Buracos na meia-mão
Um lado sobreposto em questão
Uma vida e um casamento
Uma esquina
Um padrão
Buracos jogam dados de frustação
Um poder fictício
Um haver, um ofício
um sabiá sem questão
Um copo de meia bebida
um orgasmo interrompido
Um buraco em exatidão
Esse blog é uma tentativa de não usar Prozac. Escrever é uma doença incurável. Mas, com certeza, uma das mais belas doenças.
Pensações
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Na lua
Hoje, dizem que faz quarenta anos que o homem foi à lua...
Engraçado....
Eu tenho andado por lá incontáveis vezes
Mesmo antes disso....
Engraçado....
Eu tenho andado por lá incontáveis vezes
Mesmo antes disso....
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Rabiscos
Trago meus rabiscos em meus pensamentos. Emolduro quadros de textos que ainda não escrevi. Procuro na desordem das minhas perguntas, respostas ordenadas...mas nãs as encontro.
Voo alto, na altura das galáxias tentando encontrar os deuses que me inspiram. Também rastejo no chão, mas meu chão é de estrelas.
E rabisco em cores o ser que queria ser. Errante, pra ser humana. Coerente, pra ser do mundo. Calma, pra me reconhecer. Brava, para atacar e me defender. Simples, pra compreender. Próspera, para obter.
Rabisco meus erros em papel reciclável, meus acertos em folhas de rascunho, minhas conquistas nos diários que um dia vou escrever, meus fracassos nos murais do meu pensamento.
Tenho dores em areia movediça, alegrias em chão de grama. Refresco-me em águas de cachoeira e traço meus traços juntando destroçosque eu mesma reergui.
Minhas viagens, eu rabisquei em lindas praias e pirâmides.
Minhas imagens, minhas paisagens, minha vadiagem, rabisco na dança do nada de onde retiro o leite sagrado que faz de mim a força de tudo preencher.
Voo alto, na altura das galáxias tentando encontrar os deuses que me inspiram. Também rastejo no chão, mas meu chão é de estrelas.
E rabisco em cores o ser que queria ser. Errante, pra ser humana. Coerente, pra ser do mundo. Calma, pra me reconhecer. Brava, para atacar e me defender. Simples, pra compreender. Próspera, para obter.
Rabisco meus erros em papel reciclável, meus acertos em folhas de rascunho, minhas conquistas nos diários que um dia vou escrever, meus fracassos nos murais do meu pensamento.
Tenho dores em areia movediça, alegrias em chão de grama. Refresco-me em águas de cachoeira e traço meus traços juntando destroçosque eu mesma reergui.
Minhas viagens, eu rabisquei em lindas praias e pirâmides.
Minhas imagens, minhas paisagens, minha vadiagem, rabisco na dança do nada de onde retiro o leite sagrado que faz de mim a força de tudo preencher.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Cair da tarde
Eu gosto do cair da tarde. Parece-me que as cores ficam pardas e as pessoas um pouco mais calmas.
Berço da noite, as árvores se enfeitam para liberarem vida e as senhoras regam suas hortas rechedas de plantas e ervas.
O cair da tarde tem cheiro de café recém-passado e sensação de pause numa cena bem bonita daquele filme preferido.
Na verdade, a tarde não cai. Ela levanta-se para ocupar, a lua, sua cadeira espacial.
Tenho a imprensão que os pássaros, nessa hora, querem voltar aos ninhos.
No cair da tarde não sabemos se acendemos ou deixamos a luz apagada. É um ver não vendo danado.
As fadas e salamandras nos visitam e espalham por todos os cantos pozinhos iluminados que nos fazem compreender o abstrato das horas seguintes. Caso contrário, ficaríamos perdidos na escuridão da noite, no vazio que, às vezes, ela traz.
No cair da tarde os bebês ficam mais cheirosos, assim, como um passe de mágica e as mães, zelosas, com seus seios fartos, os amamentam numa eterna troca de olhinhos, olhares, dedinhos e biquinhos...
Veem-se mais pessoas nas janelas a olhar...o cair da tarde.
O sol despede-se silencioso em sua veste de ouro para repousar para nós e iluminar outras vidas, em horizontes distantes...
As beatas se perfumam para, em grupo, visitarem a sacristia, numa procissão que não termina nunca.
No cair da tarde perdemos um pouco a lucidez e, talvez, com a mão no queixo sobre a mesa, nos damos um tempo pra pensar no sonho da noite passada e no bolo de fubá de nossa avó.
Berço da noite, as árvores se enfeitam para liberarem vida e as senhoras regam suas hortas rechedas de plantas e ervas.
O cair da tarde tem cheiro de café recém-passado e sensação de pause numa cena bem bonita daquele filme preferido.
Na verdade, a tarde não cai. Ela levanta-se para ocupar, a lua, sua cadeira espacial.
Tenho a imprensão que os pássaros, nessa hora, querem voltar aos ninhos.
No cair da tarde não sabemos se acendemos ou deixamos a luz apagada. É um ver não vendo danado.
As fadas e salamandras nos visitam e espalham por todos os cantos pozinhos iluminados que nos fazem compreender o abstrato das horas seguintes. Caso contrário, ficaríamos perdidos na escuridão da noite, no vazio que, às vezes, ela traz.
No cair da tarde os bebês ficam mais cheirosos, assim, como um passe de mágica e as mães, zelosas, com seus seios fartos, os amamentam numa eterna troca de olhinhos, olhares, dedinhos e biquinhos...
Veem-se mais pessoas nas janelas a olhar...o cair da tarde.
O sol despede-se silencioso em sua veste de ouro para repousar para nós e iluminar outras vidas, em horizontes distantes...
As beatas se perfumam para, em grupo, visitarem a sacristia, numa procissão que não termina nunca.
No cair da tarde perdemos um pouco a lucidez e, talvez, com a mão no queixo sobre a mesa, nos damos um tempo pra pensar no sonho da noite passada e no bolo de fubá de nossa avó.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Menina Maluca
Menina Maluca
Do pé da laranjeira
Não desce sem espinhos
Mas quando chega
Lá embaixo
Chupa...
o mel dessa fruta.
Do pé da laranjeira
Não desce sem espinhos
Mas quando chega
Lá embaixo
Chupa...
o mel dessa fruta.
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