Solidão é saudade sabe-se lá do quê
É barriga cheia e sensação de falta de ter o que comer
É criança olhando o brinquedo quebrado com vontade de brincar
É ter quatro casas e não ter onde morar
É medo de não ter forças para terminar
Solidão é mascar chiclete depois do gosto terminar
É céu de uma única estrela polar
É gotas de chuva na janela fechada e o jardim a te esperar
É usar conta-gotas e errar a medida
É barraco vazio e gente sem ter onde morar
Solidão é não ter o abraço.
Saudade é o abraço que está longe.
Esse blog é uma tentativa de não usar Prozac. Escrever é uma doença incurável. Mas, com certeza, uma das mais belas doenças.
Pensações
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Saudade
Fiz esse poeminha vagabundo (como diria meu eterno Vinicius de Moraes) em um dia que eu realmente entendi o que é saudade....
Ele é para minha pequena que está longe....longe....
Minha Pa, minha caçula, meu colo, meu bom humor, minha companheira de gandaia, choros, brigas, doenças, saúde, ressaca.
Precisa falar que eu a amo?
Uma colher de PAu
Pra levar até meu prato
Sua imensa ternura disfarçada
Ainda que LOnge
Ai..ai...ai...
Vem me buscar?
Eu prometo que vamos pro MAr
A gente pode até brincar!
Eu te molho, você me pega
De toda água SAlgada
Retiro a dedo todo sal
Pra ficar doce, igual seu olhar
Prometo praticar meu excesso Último
Pra você não ter que me cuidar
E a gente poder aproveitar
Pra te provar meu amor, minha sinceriDADE
Pego a lua pra te abraçar
E te beijo até colar.
Ele é para minha pequena que está longe....longe....
Minha Pa, minha caçula, meu colo, meu bom humor, minha companheira de gandaia, choros, brigas, doenças, saúde, ressaca.
Precisa falar que eu a amo?
Uma colher de PAu
Pra levar até meu prato
Sua imensa ternura disfarçada
Ainda que LOnge
Ai..ai...ai...
Vem me buscar?
Eu prometo que vamos pro MAr
A gente pode até brincar!
Eu te molho, você me pega
De toda água SAlgada
Retiro a dedo todo sal
Pra ficar doce, igual seu olhar
Prometo praticar meu excesso Último
Pra você não ter que me cuidar
E a gente poder aproveitar
Pra te provar meu amor, minha sinceriDADE
Pego a lua pra te abraçar
E te beijo até colar.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Hoje
Hoje... hoje, sim, sou possuidora de todos os direitos do mundo. Nenhum juiz, nenhum magistrado, nem sequer o senhor presidente ou a ONU poderão me conter de qualquer ato, seja ele profano, sagrado, ilegal, imoral, desavergonhado.
Hoje...hoje, sim, poderei beber duas (duas? três...) garrafas de vinho chileno de uvas tintas, suculentas e ficar a rir sem parar, sem vergonha, com os dentes roxos de seus taninos tamanhos. E poderei aceitar que eu sou a bêbada mais bêbada desse mundo e foda-se o que vão pensar.
Hoje...hoje, sim, poderei fumar quantos cigarros estiverem contidos no meu desejo e se ele for que seja um após o outro, assim o será. E fumarei, também, charutos cubanos, enrolados pelas velhas, assassinas e bentas mãos de Fidel. Fumarei sem engasgar e terei a certeza de que foram feitos especialmente para mim, talvez....quem sabe, depois de um mojito ao lado de Che, antes mesmo de eu nascer.
Hoje...hoje, sim, poderei me entregar a quantos homens me forem necessários...ou quantos a noite puder abraçar. Um de cada vez, ou todos numa mesma hora. Sem pudor, sem esse horror dos sem tesão, que olham pelo buraco da fechadura os amantes a suar e fazem cara feia ao invés de se melar.
Hoje...hoje, sim, vou gozar de mim. Vou me abraçar e me beijar. Vou colocar-me a postos de minha própria companhia pela madrugada, pois sou a melhor delas. Sem juízo, repreensões...e recitar poemas para essa abusada lua cheia que veio participar da minha festa e me trouxe de presente (arrogante!) o luar das noites claras, das noites raras.
Hoje...hoje, sim, viver é viver, não é só sonhar.
Hoje...hoje, sim, poderei beber duas (duas? três...) garrafas de vinho chileno de uvas tintas, suculentas e ficar a rir sem parar, sem vergonha, com os dentes roxos de seus taninos tamanhos. E poderei aceitar que eu sou a bêbada mais bêbada desse mundo e foda-se o que vão pensar.
Hoje...hoje, sim, poderei fumar quantos cigarros estiverem contidos no meu desejo e se ele for que seja um após o outro, assim o será. E fumarei, também, charutos cubanos, enrolados pelas velhas, assassinas e bentas mãos de Fidel. Fumarei sem engasgar e terei a certeza de que foram feitos especialmente para mim, talvez....quem sabe, depois de um mojito ao lado de Che, antes mesmo de eu nascer.
Hoje...hoje, sim, poderei me entregar a quantos homens me forem necessários...ou quantos a noite puder abraçar. Um de cada vez, ou todos numa mesma hora. Sem pudor, sem esse horror dos sem tesão, que olham pelo buraco da fechadura os amantes a suar e fazem cara feia ao invés de se melar.
Hoje...hoje, sim, vou gozar de mim. Vou me abraçar e me beijar. Vou colocar-me a postos de minha própria companhia pela madrugada, pois sou a melhor delas. Sem juízo, repreensões...e recitar poemas para essa abusada lua cheia que veio participar da minha festa e me trouxe de presente (arrogante!) o luar das noites claras, das noites raras.
Hoje...hoje, sim, viver é viver, não é só sonhar.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Todas as dores do mundo
Informo, a mandado do Rei Planeta, sob a égide da mãe das águas e do pai das florestas, que a partir de 1º de janeiro de 2009 não haverá mais nenhuma dor no mundo:
Todos os filhos da raça humana terão a mesma sorte ao nascer e escolherão seus caminhos ao seu bel prazer.
Todos os jogos de influência, onde uns saem ganhando e outros perdendo, estão estirpados da face da Terra.
A comida será igual para todos.
As crianças, antes de aprenderem a ler e escrever, aprenderão a pintar, costurar, cantar, tocar instrumentos e meditar.
As mulheres poderão trabalhar com longas saias soltas ao vento e os homens de bermudas e chinelos.
Nos engarrafamentos, faremos um grande coral onde todos cantarão uma música bem alegre, até o trânsito fluir e nossas gargantas soltarem deliciosas risadas.
Os homens amarão suas mulheres e elas amarão seus homens, com o amor mais sincero e verdadeiro que se possa ter.
Os filhos serão felizes, e os pais os educarão com toda responsabilidade e aptidão.
O ciúme, a raiva, a mágoa e o ódio serão queimados juntos aos fogos de Copacabana.
E de branco ou de cor, com dinheiro ou sem ele, sozinho ou acompanhado, em casa ou no mar, todos estarão guarnecidos pela luz enigmática do amor.
E então, as dores do mundo existirão apenas nos jornais...nas histórias, estórias, mas em nenhum coração.
Todos os filhos da raça humana terão a mesma sorte ao nascer e escolherão seus caminhos ao seu bel prazer.
Todos os jogos de influência, onde uns saem ganhando e outros perdendo, estão estirpados da face da Terra.
A comida será igual para todos.
As crianças, antes de aprenderem a ler e escrever, aprenderão a pintar, costurar, cantar, tocar instrumentos e meditar.
As mulheres poderão trabalhar com longas saias soltas ao vento e os homens de bermudas e chinelos.
Nos engarrafamentos, faremos um grande coral onde todos cantarão uma música bem alegre, até o trânsito fluir e nossas gargantas soltarem deliciosas risadas.
Os homens amarão suas mulheres e elas amarão seus homens, com o amor mais sincero e verdadeiro que se possa ter.
Os filhos serão felizes, e os pais os educarão com toda responsabilidade e aptidão.
O ciúme, a raiva, a mágoa e o ódio serão queimados juntos aos fogos de Copacabana.
E de branco ou de cor, com dinheiro ou sem ele, sozinho ou acompanhado, em casa ou no mar, todos estarão guarnecidos pela luz enigmática do amor.
E então, as dores do mundo existirão apenas nos jornais...nas histórias, estórias, mas em nenhum coração.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Eu já saí de moda
Eu já saí de moda
Nem vou mais na escola
Corro de qualquer confusão
Eu já saí de linha
Fico mais na minha
Nem uso mais saltão
Eu já cansei da "night"
Como tudo light
Não exagero na porção
Eu já fui em velório
Vou todo ano ao consultório
Já peguei em morto no caixão
Eu já dormi sozinha
Na grande casa toda minha
Sem medo de assombração
Eu já não fecho a janela
Me dou bem com as panelas
Sou amiga do fogão
Eu já não usei uma roupa
Por achar que estava gorda
E gordura eu não mostro não
Eu já não sei mais inglês
Detesto prato japonês
Quis mudar de profissão
Eu já acendi muita vela
Rezei pra todos os santos
Já não acredito em religião
Eu já fui mais pura
Com dois dedos a mais de cândura
A vida já foi só gozação
Nem vou mais na escola
Corro de qualquer confusão
Eu já saí de linha
Fico mais na minha
Nem uso mais saltão
Eu já cansei da "night"
Como tudo light
Não exagero na porção
Eu já fui em velório
Vou todo ano ao consultório
Já peguei em morto no caixão
Eu já dormi sozinha
Na grande casa toda minha
Sem medo de assombração
Eu já não fecho a janela
Me dou bem com as panelas
Sou amiga do fogão
Eu já não usei uma roupa
Por achar que estava gorda
E gordura eu não mostro não
Eu já não sei mais inglês
Detesto prato japonês
Quis mudar de profissão
Eu já acendi muita vela
Rezei pra todos os santos
Já não acredito em religião
Eu já fui mais pura
Com dois dedos a mais de cândura
A vida já foi só gozação
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